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Um fácil acesso à sua corrente sangüínea é essencial para que o sangue possa circular até o dialisador (filtro ou capilar) e para que retorne ao corpo.  A fístula artério-venosa usada para diálise, é uma ligação entre uma artéria e uma veia, feita através de uma pequena cirurgia. A alteração no fluxo do sangue, deixa a veia mais larga e com as paredes mais fortes e resistentes, permitindo então um fluxo de sangue rápido e a realização de várias punções, sem que a veia “estoure”.  Para que a veia da fístula esteja em boas condições de punção, ou como dizemos, para que a fístula amadureça, são necessárias algumas semanas.  Por isto, o mais recomendado é que se faça esta pequena cirurgia alguns meses antes de se iniciar a hemodiálise. Assim, quando for necessário, a fístula estará pronta para ser puncionada, iniciando seu tratamento. 

Veja aqui algumas dicas para se ter uma boa fístula: 

Mantenha o braço da fístula bem limpo, lavando sempre com água e sabonete. 
Isto evita infecções que podem inutilizar a fístula.

Sempre que chegar à unidade de diálise, lavar o braço da fístula, antes da punção, com água
e sabão, secando após com papel toalha.

Evitar apertar o braço da fístula:

Não medir pressão arterial no braço da fístula;

Evitar curativo apertado que envolva o contorno do braço (tipo pulseira);

Evitar dormir em cima do braço da fístula;

Não carregar peso com o braço da fístula;

Não mexer na crosta formada no local da punção;

Não usar pomadas ou cremes no local da fístula sem ordem médica;

Não remover pêlos próximos à fístula. Se necessário, será feito pela enfermagem.

Cuidado ao remover cutículas e cortar unhas principalmente as da mão do braço da fístula;

Fazer exercícios diários, para ajudar a desenvolver a fístula.

Abrir e fechar a mão comprimindo uma bola de borracha;

No dia seguinte à diálise, colocar compressa morna;

Verificar diariamente o funcionamento da fístula pela presença de frêmito (tremor); se você notar a ausência
de frêmito, notificar imediatamente o centro, comunicando ao médico ou à enfermagem.

Retirar o curativo somente na manhã seguinte à diálise como prevenção de complicações (sangramento).

Em caso de sangramento, comprimir o local usando um pano limpo e elevar o braço da fístula.  Se o sangramento for intenso,
 dirigir-se ao hospital mais próximo.

Usar compressa de gelo, nas primeiras 24h, quando houver extravasamento sangüíneo (hematoma) no dia da diálise.

Usar compressas de água morna no dia seguinte da diálise para que o organismo absorva o extravasamento sangüíneo
(inchaço e hematoma roxo) do braço para aliviar a dor e facilitar a próxima punção, sempre conforme orientação médica.

Não colher amostras de sangue para exames, bem como a aplicação de remédios através da fístula, fora da unidade
de diálise ou sem ordem médica.

Qualquer alteração no local da fístula, como calor, vermelhidão, bolhas, inchaço ou ausência de frêmito, deve
ser comunicado à equipe médica e de enfermagem.

A fístula artério-venosa deverá ser manuseada apenas por profissionais habilitados.

Qualquer dúvida peça a enfermeira orientações para o bom funcionamento da fístula. 

E quando a fístula não for possível? 

Usamos um cateter (tubo) que colocamos em uma grande veia. Este tubo é chamado de cateter de duplo lúmen (CDL). Geralmente é colocado na base do pescoço ou na virilha. O cateter de duplo lúmen permite a retirada e a devolução do sangue, sendo utilizado quando há necessidade de se iniciar o tratamento de hemodiálise, mas não houve tempo para a realização da fístula, se ela não amadureceu o suficiente ou ainda se existe algum problema com a fístula. Consiste em tubo plástico com duas cores diferentes para utilização prolongada em veia subclávia ou jugular, este tubo fica por fora da pele e é preso por pontos (sutura) e curativo, que só deve ser trocado no centro de diálise a cada sessão. Neste caso os cuidados são maiores do que a da fístula.  Este curativo não deve ser molhado.  Para isso, no banho deve-se cobrir o curativo com plástico e prender com fitas.  Os banhos de mar e os de piscina são contra indicados pelo risco de infecção no período em que estiver com o cateter.
 


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