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INFORMAÇÕES LEGAIS Todos sabemos que não existe um número suficiente de doadores cadáveres para todas as pessoas que precisam de transplante e nem todos os pacientes têm doadores vivos para que se faça o transplante. Foram criadas, recentemente, duas leis relacionadas ao transplante de doadores cadáveres que tentam diminuir o tempo de espera por uma doação: Esta lei determina que todo cidadão brasileiro, maior de 18 anos, quando de sua morte, é doador de seus órgãos, a menos que deixe uma declaração por escrito dizendo o contrário. Apesar da determinação desta lei, os médicos responsáveis pelo transplante sempre perguntam à família do doador se está de acordo com a doação e caso a família negue a doação, o transplante não pode ser realizado. Lei da lista única de espera - esta lei determina que todos os pacientes em espera de uma doação de rim devem obedecer a uma mesma lista de espera. Esta lista é coordenada por uma central de transplante que determina os primeiros pacientes da lista. Quem pode ser doador? A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão. Porque existem poucos doadores? Porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam". O que devo fazer para ser doador? Todos nós somos doadores, a não ser que conste, em um documento de identidade, a frase "não doador de órgãos e tecidos". Mas, mesmo você sendo doador, os médicos só retiram os órgãos para transplante se, e somente se, a sua família autorizar. Portanto, é muito importante que a sua família e os seus amigos saibam que você é doador. Quando podemos doar? A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos. O que é morte encefálica? Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia). Uma pessoa em coma também pode ser doadora? Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se potencial doador após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos. Como o corpo é mantido após a morte encefálica O coração bate às custas de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa. Como fazer para doar? Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima. Quem paga os procedimentos de doação? A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso. O que acontece depois de autorizada a doação? Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas. Quais partes podem ser aproveitadas para transplante? O mais freqüente: dois rins, dois pulmões, coração, fígado e pâncreas, dois córneas, três válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas. Podemos escolher o receptor? Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida. Rua Doutor Bulhões 947 - Engenho de Dentro CEP: 20730-420 Rio de Janeiro- RJ. Brasil Tel. (21) 3899-5676
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