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II - Converse com o médico. Esclareça algum dado que não foi bem assimilado. Não fique mudo. Participe. Pergunte! III - Procure entender que o paciente está passando por uma fase difícil; que os sentimentos estão à flor da pele. Discussões menores que antes eram bem contornadas assumem proporções imensas. Entendendo desta forma você não vai feri-lo! IV - Alguns pacientes negam para si próprios que estão doentes, agindo como se nada estivesse acontecendo. Entenda isto como uma necessidade de esclarecimento ou até de sobrevivência. Seu papel é não permitir que isto continue de forma irresponsável, fazendo com que as consultas sejam desmarcadas, que medicamentos sejam interrompidos, que se fure uma dieta. De forma afetiva, mas firme, mostre o quanto o paciente é necessário à família, para seus amigos, seus filhos, seus netos e que se acontecer o pior será por causa dele, pois todos estão imbuídos do melhor sentimento de ajuda e que dele se espera colaboração no tratamento. V - Por outro lado, existem pacientes que desde o início são depressivos. Temos que entender que a tristeza é ruim, mas constrói. Edifica, através da tomada de consciência que a vida continua. Até a etapa seguinte em que as reações começam a ficar mais positivas. Filhos, netos, familiares, amigos nestas horas são muito importantes. Nada de festas. Basta estar ao lado! A depressão vai como que carcomendo o indivíduo, de tal forma que as esperanças vão diminuindo dia a dia. Mesmo que as melhoras apareçam, elas não são vistas nem sentidas. Cabe a você nestas horas ouvir, estar ao lado, não se omitir, falar em silêncio. Mesmo que a realidade seja ruim, ela precisa ser vivida. Vigie o paciente depressivo para que não aconteçam "acidentes". Quedas e tropeços, ligar o gás e "esquecer". Queimaduras desnecessárias. Sair desacompanhado e "esquecer" de voltar para casa. Atravessar a rua sem olhar para os lados. Ser objeto de exploração de pessoas mal intencionadas... Algumas vezes mesmo sem depressão estas coisas acontecem... Para a maioria este estado felizmente é uma etapa. Para outros é mais demorado. Infelizmente para um número bem pequeno de pessoas, é mais trabalhoso. Contudo, sabemos ser mais fácil superar quando todos participam. Cabe a você ser o elo de ligação com a equipe de saúde. Não se omita! VI - Algumas vezes a fome pode desaparecer. Coloque o médico a par. Não entenda que o paciente não come por pirraça ou porque não aceita a dieta. Isto não é verdade e prejudica o andamento do tratamento. Pode levar o paciente à desnutrição. Existem formas de contornar este problema! VII - Os medicamentos não podem ser esquecidos. Nestas horas não deixe a tomada só por conta do paciente. Pode não acontecer. Vigie. VIII - No inicio do tratamento, redimensione suas despesas. Os remédios por mais caros que sejam, necessitam ser tomados. Alguns deles, já estão comercializados como genéricos ou são fornecidos pela Secretaria de Saúde, mediante receita médica e cadastro junto ao órgão. Procure se inteirar. IX - Nos primeiros dias de tratamento acompanhe o paciente. É seguro e eles gostam. É como se fosse uma "escola" em que o aluno precisa dar seus primeiros passos com toda segurança. Lembre-se sempre! X - Faça disto uma rotina, seu dia a dia! O retorno vem com o aumento da autoestima!!! Rua Doutor Bulhões 947 - Engenho de Dentro CEP: 20730-420 Rio de Janeiro- RJ. Brasil Tel. (21) 3899-5676
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